Espécies

Comportamento de cada peixe e o equipamento recomendado pra pescar — a maioria com isca artificial, algumas com isca natural, do jeito que cada espécie realmente é pescada.

Foto de Tucunaré (Cichla spp.)

Tucunaré

Cichla spp.

Ataca com violência iscas de superfície ao amanhecer e ao entardecer, buscando abrigo perto de estrutura como troncos, pedras e vegetação marginal. Fica mais agressivo e territorial na época de reprodução. Chuva deixa a água turva e empurra a caça pro raso, guiada mais pelo som; período seco deixa a água clara e ele passa a caçar tanto no raso quanto no fundo, guiado pela visão.

Foto de Dourado (Salminus brasiliensis)

Dourado

Salminus brasiliensis

Predador voraz que caça cardumes de lambari e piau em corredeiras e cachoeiras. Fica mais ativo com água em movimento e salta bastante na fisgada.

Foto de Robalo (Centropomus undecimalis / C. parallelus)

Robalo

Centropomus undecimalis / C. parallelus

Caça de emboscada perto de estrutura — mangue, pontes, pedras — e fica mais ativo na virada da maré e no crepúsculo.

Foto de Traíra (Hoplias malabaricus)

Traíra

Hoplias malabaricus

Fica de emboscada na vegetação aquática e ataca com força — tem boca muito dura. Mais ativa ao amanhecer e no fim de tarde.

Foto de Tilápia (Oreochromis niloticus)

Tilápia

Oreochromis niloticus

Onívora, ativa o dia todo com picos ao amanhecer e ao entardecer. Fica mais agressiva e territorial na época de reprodução (setembro a dezembro).

Foto de Pacu (Piaractus mesopotamicus)

Pacu

Piaractus mesopotamicus

Onívoro com preferência por frutas e sementes que caem na água nas margens. Mais ativo ao amanhecer e ao entardecer.

Foto de Pintado (Surubim) (Pseudoplatystoma spp.)

Pintado (Surubim)

Pseudoplatystoma spp.

Bagre bentônico que caça por olfato junto ao fundo, mais ativo à noite e de madrugada. Prefere poços fundos e áreas de correnteza moderada.

Foto de Piapara (Piraputanga) (Leporinus elongatus / Brycon hilarii)

Piapara (Piraputanga)

Leporinus elongatus / Brycon hilarii

Se alimenta de frutas, insetos e pequenos peixes perto de pedras e raízes submersas. Costuma "acomodar" a isca na boca antes de correr — exige atenção na fisgada.

Foto de Matrinxã (Brycon cephalus / B. amazonicus)

Matrinxã

Brycon cephalus / B. amazonicus

Anda em cardume e ataca isca de superfície com força, pulando bastante na fisgada — risco real de enrosco de linha.

Foto de Pescada-branca (Corvina) (Plagioscion squamosissimus (água doce) / Micropogonias furnieri (marinha))

Pescada-branca (Corvina)

Plagioscion squamosissimus (água doce) / Micropogonias furnieri (marinha)

Prefere fundos com estrutura (rochas, algas) e quebras de correnteza, alimentando-se perto do fundo. Boa atividade ao amanhecer e ao entardecer.

Foto de Tambaqui (Colossoma macropomum)

Tambaqui

Colossoma macropomum

Onívoro oportunista: come frutos e sementes na superfície ("boiada"), principalmente ao entardecer, e também se alimenta no fundo com sucção forte, testando a isca antes de engolir de vez.

Foto de Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus)

Pirarara

Phractocephalus hemioliopterus

Bagre carnívoro de fundo, forte e agressivo, que costuma "provar" a isca antes de atacar de vez — fica em poços profundos de rios grandes.

Foto de Pirarucu (Arapaima gigas)

Pirarucu

Arapaima gigas

Precisa subir à superfície pra respirar, o que entrega sua posição — ataca de forma visual e violenta quando a isca é bem apresentada na frente do focinho.

Foto de Piau (Piauçu) (Leporinus spp.)

Piau (Piauçu)

Leporinus spp.

Onívoro de mordida cautelosa ("bicadas"), se alimenta em fundo pedregoso e em áreas rasas perto de corredeiras.

Foto de Curimbatá (Curimatã) (Prochilodus spp.)

Curimbatá (Curimatã)

Prochilodus spp.

Detritívoro que raspa o fundo lodoso em busca de matéria orgânica — mordida muito sutil e difícil de perceber. Sobe o rio em cardume na época de piracema.

Foto de Carpa (Cyprinus carpio)

Carpa

Cyprinus carpio

Onívora de fundo, desconfiada e cautelosa — responde bem a pontos pré-cevados com antecedência.

Foto de Jaú (Zungaro zungaro)

Jaú

Zungaro zungaro

Bagre gigante de fundo com arrancadas violentas em direção a troncos e estruturas — fica em poços fundos de grandes rios.

Foto de Pirapitinga (Piaractus brachypomus)

Pirapitinga

Piaractus brachypomus

Onívoro-frugívoro, parente do tambaqui — segue a queda de frutos das margens e também se alimenta no fundo.

Foto de Jaraqui (Semaprochilodus insignis)

Jaraqui

Semaprochilodus insignis

Detritívoro migrador que forma grandes cardumes perto de corredeiras na piracema. Boca pequena e mordida delicada — não é um alvo clássico de vara e carretilha.

Foto de Apaiari (Oscar) (Astronotus ocellatus)

Apaiari (Oscar)

Astronotus ocellatus

Territorial e agressivo — defende áreas com troncos, pedras e raízes, atacando o que invade seu espaço.

Foto de Mandi (Pimelodus maculatus)

Mandi

Pimelodus maculatus

Onívoro de hábito crepuscular/noturno, se alimenta perto do fundo em remansos e áreas de fundo arenoso.

Foto de Lambari (Astyanax spp.)

Lambari

Astyanax spp.

Anda em cardume ativo na superfície e meia-água, com mordida rápida e nervosa — a porta de entrada clássica pra quem está aprendendo a pescar.

Foto de Serra (Scomberomorus brasiliensis)

Serra

Scomberomorus brasiliensis

Pelágico veloz que caça cardumes de sardinha e manjuba perto da costa, atacando em disparadas rápidas na meia-água. Muito comum em barra de rio, pontais e praias com água limpa e correnteza.

Foto de Tubarão (Carcharhinus spp. / Rhizoprionodon spp.)

Tubarão

Carcharhinus spp. / Rhizoprionodon spp.

Predador costeiro que caça por olfato em água rasa e turva, mais ativo à noite, na virada da maré e perto de barras e desembocaduras de rio.

Foto de Raia (Dasyatis spp. / Potamotrygon spp.)

Raia

Dasyatis spp. / Potamotrygon spp.

Vive enterrada no fundo arenoso ou lodoso e se alimenta de crustáceos e pequenos peixes. Não corre: puxa firme e constante, grudando no fundo depois da fisgada.

Foto de Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum)

Cachara

Pseudoplatystoma reticulatum

Bagre de fundo do Pantanal e da bacia do Paraguai, caça à noite e no crepúsculo em poços e barrancos, se guiando pelo olfato e pela vibração. Diferencia-se do pintado pelo desenho de labirinto no dorso.

Foto de Trairão (Hoplias aimara)

Trairão

Hoplias aimara

Versão gigante da traíra, fica de tocaia em remansos, praias de rio e áreas com tronco caído, atacando iscas grandes de superfície com explosão. Boca extremamente dura.

Foto de Barbado (Pinirampus pirinampu)

Barbado

Pinirampus pirinampu

Bagre de meia-água e fundo, ativo à noite, comum em poços e áreas de correnteza moderada dos grandes rios. Pega bem em isca natural fresca.

Foto de Jurupensém (Sorubim lima)

Jurupensém

Sorubim lima

Bagre de bico achatado que caça peixinhos junto a barrancos e galhadas, principalmente à noite. Porte médio, briga esperta em água rasa.

Foto de Jurupoca (Hemisorubim platyrhynchos)

Jurupoca

Hemisorubim platyrhynchos

Bagre de cabeça achatada e hábito noturno, fica em fundos de areia e lodo perto de estruturas, comendo peixinhos e camarões de rio.

Foto de Mandubé (Ageneiosus inermis)

Mandubé

Ageneiosus inermis

Bagre atípico: caça na meia-água e na superfície atrás de cardumes, aceitando bem artificiais — diferente da maioria dos bagres, que são de fundo.

Foto de Jundiá (Rhamdia quelen)

Jundiá

Rhamdia quelen

Bagre de couro comum no Sul e Sudeste, ativo à noite em remansos, poços e áreas com fundo mole. Onívoro e pouco seletivo.

Foto de Cascudo (Hypostomus spp.)

Cascudo

Hypostomus spp.

Peixe de couraça óssea que raspa algas e biofilme de pedras e troncos submersos. Não é predador — pega por acaso ou com isca vegetal no fundo.

Foto de Poraquê (Electrophorus electricus)

Poraquê

Electrophorus electricus

Peixe-elétrico de igarapés e áreas alagadas amazônicas. Sobe à superfície pra respirar e emite descargas elétricas potentes — não é alvo de pesca esportiva.

Foto de Aruanã (Osteoglossum bicirrhosum)

Aruanã

Osteoglossum bicirrhosum

Caça na superfície de igapós e lagos amazônicos, chegando a saltar pra pegar insetos e aranhas em galhos baixos. Ataque visual e violento, com saltos na briga.

Foto de Bicuda (Boulengerella spp.)

Bicuda

Boulengerella spp.

Predador de superfície de rios de água clara e preta na Amazônia, persegue iscas rápidas mas erra muito o bote pela boca fina e comprida.

Foto de Peixe-cachorra (Hydrolycus spp.)

Peixe-cachorra

Hydrolycus spp.

Predador de corredeiras amazônicas, com dois caninos enormes na mandíbula. Ataca cardumes na quebra de correnteza e briga com saltos.

Foto de Apapá (Pellona castelnaeana)

Apapá

Pellona castelnaeana

Sardinha-gigante dourada dos rios amazônicos: caça em cardume na superfície, principalmente em bocas de igarapé e correntezas, com brigas rápidas e muitos saltos.

Foto de Piranha (Pygocentrus nattereri)

Piranha

Pygocentrus nattereri

Onívora agressiva que anda em cardume perto de vegetação e remansos, atacando qualquer isca com cheiro de sangue ou movimento rápido.

Foto de Pacu-prata (Mylossoma duriventre)

Pacu-prata

Mylossoma duriventre

Come frutos, sementes e insetos que caem na água, em cardume perto das margens. Mordida rápida e briga forte pro tamanho.

Foto de Piracanjuba (Brycon orbignyanus)

Piracanjuba

Brycon orbignyanus

Espécie de correnteza da bacia do Paraná, hoje ameaçada. Come frutos, insetos e peixinhos e ataca artificiais de meia-água com força.

Foto de Mandi-amarelo (Pimelodus maculatus)

Mandi-amarelo

Pimelodus maculatus

Variação amarelada e pintada do mandi, de hábito noturno, se alimenta no fundo em remansos e áreas arenosas junto a corredeiras.

Foto de Saicanga (Acestrorhynchus spp.)

Saicanga

Acestrorhynchus spp.

Predador pequeno e veloz que caça lambaris em cardume na meia-água, comum em rios e braços de represa com água limpa.

Foto de Jeju (Hoplerythrinus unitaeniatus)

Jeju

Hoplerythrinus unitaeniatus

Parente da traíra que vive em brejos, lagoas rasas e áreas de vegetação densa, respirando ar atmosférico quando a água tem pouco oxigênio.

Foto de Tuvira (Gymnotus carapo)

Tuvira

Gymnotus carapo

Peixe alongado de brejos e margens com vegetação, hábito noturno. É mais conhecido por ser a isca viva nº1 para pintado, cachara e pirarara.

Foto de Mussum (Synbranchus marmoratus)

Mussum

Synbranchus marmoratus

Enguia de água doce que vive enterrada em lama e barrancos alagados, respirando ar. Usada como isca viva resistente para grandes bagres.

Foto de Cuiú-cuiú (Oxydoras niger)

Cuiú-cuiú

Oxydoras niger

Bagre amazônico de placas ósseas laterais que revira o fundo em busca de detritos e invertebrados. Pega em isca de fundo parada.

Foto de Acará (Cará) (Geophagus brasiliensis)

Acará (Cará)

Geophagus brasiliensis

Ciclídeo territorial que fica perto do fundo arenoso e de estruturas, peneirando areia atrás de invertebrados. Ataca iscas pequenas com curiosidade.